22/04/2026
Instituição destacou a importância da fiscalização rigorosa de barragens diante do cenário de eventos climáticos extremos na Bacia do Paraopeba
A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) levou o debate sobre a segurança de infraestruturas minerárias ao centro das discussões do I Fórum Águas do Paraopeba, realizado nos dias 15 e 16 de abril, no Instituto Inhotim. O evento reuniu especialistas para traçar estratégias de sustentabilidade e adaptação da bacia hidrográfica frente às mudanças climáticas.
Durante a mesa-redonda dedicada às estratégias de gestão para o território, o diretor de Barragens e Recuperação de Áreas de Mineração da Feam, Roberto Junio Gomes, alertou para a urgência de preparar as estruturas para o novo regime hidrológico. Roberto pontuou que a imprevisibilidade climática exige uma postura de alerta constante por parte dos órgãos de controle.
"Todos nós que estamos aqui na Região Metropolitana temos visto como têm ocorrido umas 'trombas d'água' — como o mineiro diz, um 'trem estranho'. De repente, uma nuvem negra surge no céu e cai uma quantidade de água absurda, que nos faz pensar se estamos preparados para ela ou não" (Roberto Junio Gomes).
O diretor ressaltou que, independente de divergências teóricas sobre o clima, a realidade dos dados exige sinalizações claras e ações preventivas imediatas para evitar impactos nos corpos d'água.
Com experiência na gestão de barragens desde novembro de 2019 — período marcado pela reestruturação do setor após o rompimento em Brumadinho — o diretor reafirmou que a proteção do Rio Paraopeba é indissociável de um monitoramento técnico contínuo.
"Iniciei minha carreira na gestão de barragens em novembro de 19, em um cenário muito complexo. Hoje, trabalhando com o monitoramento e o acompanhamento dessas estruturas, sinalizo com muita tranquilidade: extrair minério e proteger a água não são atividades incompatíveis, mas exigem controle rigoroso e responsabilização efetiva" (Roberto Junio Gomes).
A atuação da Feam no fórum reforça a convergência de esforços entre os órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e o Comitê de Bacia. A integração entre o licenciamento, a fiscalização de barragens e a gestão das águas é apontada como o caminho fundamental para garantir a segurança hídrica e a manutenção dos ecossistemas na Bacia do Paraopeba.
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